rosa bunchaft (ba)

“Jardim de inverno”

Impressão em cianotipia sobre papel e fotolito

Dimensões variáveis

2023

Jardim e família têm em comum o fato de que ambos são idealizações, a oferecer, supostamente, conforto, beleza exposta ao olhar comum, o olhar que julga. “Jardim de inverno” é metáfora de um dentro-fora, cultivo do cotidiano com quem se ama, asilo necessário nos últimos anos de conservadorismos fascistas, neopentecostais, de ultra-direita, instaurando dispositivos eficazes de controle e violência sobre mulheres e tudo que assusta o patriarcado.

“Jardim de Inverno” é uma instalação fotográfica explorando a tradição do retrato de família e o uso histórico da cianotipia pela botânica. O trabalho reflete sobre um longo inverno pessoal, familiar, entre escombros da pandemia, do governo Bolsonaro e de um processo legal envolvendo a LAP, Lei de Alienação Parental, esse instrumento devastador de violência processual misógina, usado, na atualidade, contra muitas famílias chefiadas por mulheres.

“Vara” e “Costela de Adão” 

Impressáo s/ fotolito e espelho

"Mas o que vc foi MESMOOOO fazer em São Paulo?”

Fotoperformance: mulher sobrevivente da LAP, fotografia Luiz Henriques Neto

"Alienadora Confessa"

Acervo pessoal de mulher sobrevivente da LAP.

2023/2024

Os títulos se referem a trechos de violência processual sobre mães sobreviventes da LAP: “Vara” nomeia varas de família, mas também a genitália masculina, e castigos; A “Costela de Adão” foi a justificativa usada por inquisidores da idade média sobre por que mulheres seriam indignas de confiança e deviam ser condenadas: por terem um defeito desde sempre, originárias de uma costela curva; "Mas o que você foi MESMOOOO fazer em São Paulo?"  foi a pergunta feita a outra mãe, num processo com acusações envolvendo sexualidade e gênero; "Alienadora Confessa" legendou a foto de uma mãe numa manifestação de 8 de março anexada como “prova” de alienação parental. #revogalapjá - #revogalapja - #revogalap